sábado, 14 de maio de 2011

RCC: um pouco de sua história


Helena começou motivando os formadores com a passagem de Mateus 5, 19 que diz “Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus”.
É preciso que conheçamos o movimento da RCC para aprendermos a amá-lo ainda mais. O vídeo da RCC foi passado mostrando um histórico do movimento. A RCC surgiu para ser memória e rosto de Pentecostes através de sua identidade que é vivida no Batismo no Espírito Santo, na prática dos carismas e na vivência comunitária.
O Espírito Santo não é nossa propriedade, mas é com Ele que servimos. Não devemos, por isso, ficar fechados, mas ir ao encontro do outro. No Antigo Testamento o Espírito Santo manifestava-se apenas em alguns e de maneira passageira (cf. n, 11, 1-30). Nesta mesma passagem vemos como é importante a vida no Espírito para as lideranças. Esse acontecimento é um “precursor” do Pentecostes definitivo, profetizado pelos profetas Joel no capítulo 3 e Ezequiel capítulo 36, e que acontece após a Ascensão do Senhor como vemos em Atos 2.
Ao longo do tempo os carismas foram ficando “esquecidos”, pelo menos se compararmos com a manifestação nos primeiros tempos da Igreja. Por volta de 1895 uma religiosa chamada Elena Guerra movida pelo Senhor começa a escrever cartas ao Papa Leão XIII, nas quais pedia que fosse devolvido ao Espírito Santo o seu lugar na Igreja. O Papa começa então a escrever vários documentos nos quais incentiva a devoção ao Espírito Santo (cf. Provida Matris Caritatis, Divinum Illud Munus).
Em 1901, Leão XIII invocou e consagrou o século ao Espírito Santo, entoando ele mesmo, o Veni Criator Spiritus. Depois disso Elena Guerra organizou Grupos de Oração, aos quais denominou “Cenáculos Permanentes”. No dia em que o Santo Padre invocou o Espírito Santo Agnes Ozman recebe o Batismo no Espírito Santo, em Topeka Kansas, EUA, numa Igreja com raízes Metodista, do Reverendo Charles F. Parham. Aqui começa a “onda” do Pentecostalismo. Em 1961 João XXIII convoca o Concílio Ecumênico Vaticano II orando da seguinte forma:
“Repita-se no povo cristão o espetáculo dos Apóstolos reunidos em Jerusalém, depois da Ascensão de Jesus ao céu, quando a Igreja nascente se encontrou reunida em comunhão de pensamento e de oração com Pedro e em torno de Pedro, pastor dos cordeiros e das ovelhas. Digne-se o divino Espírito escutar da forma mais consoladora a oração que sobe a Ele de todas as partes da terra. Que Ele renove em nosso tempo os prodígios como de um novo Pentecostes e conceda que a santa Igreja, permanecendo unânime na oração, com Maria, a Mãe de Jesus, e sob a direção de Pedro, dilate o reino do divino Salvador, reino de verdade e de justiça, reino de amor e de paz. Amém”.
Após isso surge então o Movimento Pentecostal Católico, que no Brasil assumiu o nome de Renovação Carismática Católica, quando em 1967 num retiro de estudantes católicos da Universidade do Espírito Santo em Duquesne, EUA, eles entoavam o Veni Creator Spiritus.
Hoje, o Novo Pentecostes pode ser experimentado na RCC nos vários Grupos de Oração espalhados pelo Brasil.
Participe de Um Grupo de Oração perto de você!
Formadora: Helena - Ministério de Formação da Arquidiocese de Belém.


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